Introdução
Objetivo
Aprender mais sobre a Direção Defensiva e entender que ela é responsável por manter o bom comportamento e preservação da segurança de todos no trânsito.
Direção Defensiva.
Todos os dias, condutores e pedestres passam por riscos inimagináveis ao percorrer ruas e estradas. A grande maioria dos acidentes são causados pela falta de observação aos mínimos detalhes, seja por falhas mecânicas nos veículos, pistas com más condições ou, muitas vezes, por péssimos hábitos de pedestres e motoristas. Assim como em qualquer situação, no trânsito também devemos nos conscientizar de nossas ações e sempre pensar no bem estar de todos, para assim diminuir consideravelmente os riscos de acidentes e evitar qualquer tipo de situação que possa causar danos. Escutamos notícias de acidentes no trânsito a todo momento seja na TV, internet, mídia social, jornal ou escutando o rádio, e percebemos que hoje em dia a mudança no comportamento, tanto do motorista quanto do pedestre, é mais do que necessária.
O Seguro DPVAT é o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, e existe desde 1974. Possibilita a indenização das vítimas de acidentes de trânsito por motorista, passageiro ou pedestre, e tem cobertura dos danos sobre morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares (DAMS). A responsável pela administração do Seguro DPVAT é a Seguradora Líder-DPVAT.
Vamos analisar alguns dados brasileiros atuais segundo o boletim estatístico de Janeiro a Julho – 2018 , disponibilizados pela Seguradora Líder – DPVAT:
No Brasil, só na região Sul, foram registradas 4.263 mortes, sendo 873 de motociclistas e 805 de motoristas de carros, de acordo com o Ministério da Saúde. Além disso, o número de internações por acidentes de trânsito também aumentou nos últimos dez anos: em 2008, 95.216. Em 2017, foram 181.120, contando com condutores, passageiros e pedestres, informa Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, vamos para novos ares! Em comemoração aos 20 anos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) nosso país vai fazer acordos internacionais em prol de reduzir as mortes e acidentes nas ruas e estradas brasileiras. A meta é reduzir pela metade os acidentes até 2020, e, logicamente, para isso acontecer, devemos ser mais rigorosos com nosso conhecimento sobre o trânsito e como agir com responsabilidade, considerando que esta é 9ª causa de morte no planeta. Então, vamos mudar isso!
Conceito de Direção Defensiva para Veículos de 2 e 4 Rodas.
“Direção Defensiva é dirigir de modo a evitar acidentes, apesar das ações incorretas (erradas) dos outros e das condições adversas (contrárias), que encontramos nas vias de trânsito”. (Detran/PR) Outro nome utilizado para Direção Defensiva é Direção Segura, e como o próprio nome expressa é, então, traduzida como a arte de: dirigir com segurança, cautela e sempre pensando em todas as possibilidades e alternativas antes de tomar qualquer decisão. Pensar antes de agir. Você sabe qual a pior parte de não seguir à risca às informações? O arrependimento, a culpa. Não queremos que ninguém, em hipótese alguma, sofra nenhum tipo de acidente no trânsito por pequenas falhas e detalhes que poderiam ser corrigidos. Como humanos somos responsáveis por nossas próprias escolhas, e é por isso que precisamos rever nosso comportamento para dirigir com mais segurança. Vamos te ajudar a classificar alguns perigos, entender melhor algumas circunstâncias e o que pode ser feito nelas. Vamos lá? Segundo estudos os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito estão relacionados com os seguintes fatores:
Os Veículos.
Os Condutores.
As Vias de Trânsito.
O Ambiente.
O Comportamento das pessoas.
Ao analisarmos estes elementos podemos entender que várias são as situações que podem ser evitadas pelos condutores e pedestres, desde que tomadas as devidas precauções. Avaliando o comportamento com relação ao trânsito seguro, podemos dizer que a direção defensiva pode ser dividida em duas categorias. Preventiva: é a atitude de alerta do condutor que permanece atento para evitar situações de risco, como redução da velocidade em dias de chuva, por exemplo. Corretiva: é a atitude imediata que o condutor deve ter quando está na eminência de um possível acidente. O motorista, então, corrige situações que não estavam previstas, como sinalizar a via em caso de acidente de trânsito evitando novas colisões.
Sendo assim, percebemos que atitudes preventivas são sempre as mais eficazes na maioria dos casos, e, consequentemente, trazem mais satisfação e resultados positivos. Você conhece quais são os elementos da direção defensiva? São eles:
Conhecimento.: O condutor deve conhecer as leis de trânsito, as condições adversas, o veículo e tudo que possa auxiliar para trânsito seguro.
Atenção.: A atenção do condutor deve estar voltada a tudo que está ao seu redor, como outros motoristas, pedestres, a sinalização da via, além da sua própria condição física e psíquica.
Previsão.: Com conhecimento e a atenção devida ao trânsito, o condutor terá a capacidade de prever situações de risco em seu trajeto, como congestionamento, chuva, bloqueios de vias, entre outros. A previsão pode ser mediata (a longo prazo) ou imediata (curto prazo).
Habilidade.: Ter habilidade é saber dominar as situações que podem surgir durante o trajeto, como diminuir a velocidade e estabilizar o veículo em uma chuva torrencial por exemplo. Quanto mais o condutor pratica a direção segura, mais habilidoso ele se torna.
Decisão.: A decisão do condutor é o resultado de todos os elementos juntos. É preciso ter bom conhecimento, estar atento a tudo que se passa ao redor do veículo, prevendo situações de perigo, sabendo dominar as situações que farão com que a decisão seja eficaz na prevenção de acidentes.
Os acidentes de trânsito e suas causas. É fato que todo condutor deve praticar os elementos da direção defensiva constantemente, pois só assim os índices alarmantes dos acidentes de trânsito poderão mudar. Acompanhe os números abaixo, indicados pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (2017), eles revelam dados sobre as causas dos acidentes de trânsito.
90% dos acidentes são ocasionados por falha humana.
5% por problemas com veículo.
5% por problemas com a via.
Quando sabemos as causas, podemos agir de forma a evitar esses acidentes, pois, eventos danosos com causas conhecida, são sempre evitáveis e trazem muitos prejuízos sociais.
“Agir de forma preventiva e responsável, não tomando atitudes arriscadas como as citadas, é decisivo para reduzir acidentes”, alerta o Observatório Nacional de Segurança Viária.
Cuidados à Direção de Veículos de 4 Rodas.
É fundamental para quem deseja ter um veículo, lembrar que não basta somente abastecer o tanque de combustível, é preciso ficar atento em realizar a manutenção periódica e preventiva do equipamento, assim você economiza em custos evitando acidentes e reparos desnecessários. As funções de todos os equipamentos dos automóveis ou das motocicletas são importantes e devem estar em dia. Mais adiante vamos discutir a fundo sobre os equipamentos, com mais detalhes. Mas, até lá, siga essas dicas e esteja preparado nos seus passeios.
EADtran
Trafegando.
Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem: I – Abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou, ainda, causar danos a propriedades públicas ou privadas; (BRASIL 1997)
Como concluímos no item sobre veículos, o bom funcionamento é indispensável para evitar qualquer confusão e acidente no trânsito. Mas, além do bom funcionamento, precisamos prestar muita atenção ao nosso redor, às vezes o condutor calcula rotas que nem sempre são as mais indicadas para o deslocamento e com certeza podem influenciar no tempo e depreciação do veículo. Vamos relembrar o que é necessário identificar nessas situações, veja: Trechos escorregadios: atrito do solo molhado com o pneu pode resultar em sérios acidentes por suas derrapagens e descontrole do veículo. Mantenha os pneus bem calibrados e com sulcos dentro do recomendável. Em caso dos automóveis, não se esqueça do estepe. Ele também deve ser calibrado e estar em boas condições de uso. Buracos ou ondulações: podem provocar o descontrole do seu veículo, ou até mesmo danificar componentes e, ainda, poderá provocar acidentes. Sendo assim, reduza a velocidade e fique atento no restante da estrada. Mal funcionamento das luzes: podem provocar acidentes a noite ou em situações de chuva ou neblina. Revise sempre esses itens fundamentais de segurança. Freios e sistema de amortecedores: são itens pouco lembrados, mas de grande relevância no dia a dia. Revise dentro do recomendável pelo fabricante, e fique atento a barulhos e falta de estabilidade do veículo. No caso de motocicletas, não podemos esquecer da lubrificação das correias, dos retrovisores, freios amortecedores em bom estado.
O Brasil está próximo ao estabelecido como padrão de segurança nos mercados como Estados Unidos, Europa e Japão. Felizmente, com a adoção da obrigatoriedade de ABS e airbags frontais, normatizado na Resolução partir de 2014, estamos caminhando para ter veículos cada vez mais seguros nas ruas.
A partir destas informações, vamos conhecer melhor alguns outros equipamentos modernos que são fundamentais para a segurança de condutores e passageiros.
Freios ABS.: É o equipamento mais eficaz na prevenção de acidentes, que a partir de dados coletados por sensores nas rodas, determina quando elas estão prestes a travar e, imediatamente, alivia a pressão das pinças do freio. Dessa forma, o carro consegue parar em uma distância menor e, também, permite ao motorista manter o controle da trajetória.
Airbgs.: São bolsas de ar que, em caso de colisão, inflam-se em cerca de 3 centésimos de segundo, protegendo os ocupantes de um choque direto contra materiais rígidos como o painel, volante, vidros e carroceria.
Encosto de Cabeça.: No caso de uma colisão traseira, a cabeça dos ocupantes é projetada para trás, movimento que pode causar lesões na coluna cervical – o chamado efeito chicote -, possibilidade bastante reduzida com a presença do encosto.
Barras de Proteção Laterais.: São estruturas instaladas na parte interna das portas, na altura do torso dos passageiros. Feitas de aço de alta resistência, são bem mais rígidas que o restante da carroceria e, assim, protegem os ocupantes em colisões em “T”, em que a frente de um veículo atinge a lateral de outro.
Para-Choque.: Os para-choques cumprem papel fundamental para diminuição de danos em caso de colisão frontal e traseira.
A Importância da Pilotagem Responsável.
Até aqui vimos sobre a importância da manutenção de veículos de 2 ou 4 rodas. Porém, sabemos que estamos somente no início do processo de direção segura, e dirigir significa conduzir com segurança e responsabilidade. Vamos falar sobre a pilotagem responsável, que nada mais é do que ter em mente as leis de trânsito e, assim, evitar situações de riscos e acidentes, compreendendo e se comprometendo com seus deveres e direitos, sabendo exercê-los devidamente, como motorista ou pedestre.
Equipamentos Necessários para Segurança de Pilotos.
Os equipamentos de segurança são indispensáveis para evitar lesões graves ou até mesmo salvar vidas. Os itens de segurança para pilotos vão além do capacete de segurança, pois contam, também, com jaquetas e calças especiais resistentes ao atrito do solo em caso de quedas. Dentre os itens os pilotos devem utilizar luvas de couro para proteção das mãos e botas resistentes.
Equipamento de Segurança para Pilotos de Motocicleta.
O capacete de segurança deve ser utilizado pelo passageiro da motocicleta sob as mesmas recomendações do piloto.
LEI 12.009/09 moto-frete e moto-taxi. A Lei 12.009/09 veio para regulamentar a profissão e trazer um pouco mais de segurança para esses profissionais no trânsito. Em vigor desde 2009, a lei estabeleceu alguns critérios importantes para que profissionais motociclistas sigam obrigatoriamente com o intuito de diminuir o grande índice de acidentes envolvendo a classe. Vamos ver o que declara a norma:
Art. 2o Para o exercício das atividades previstas no art. 1o, é necessário: I – Ter completado 21 (vinte e um) anos. II – Possuir habilitação, por pelo menos 2 (dois) anos, na categoria. III – Ser aprovado em curso especializado, nos termos da regulamentação do Contran. IV – Estar vestido com colete de segurança dotado de dispositivos retrorrefletivos, nos termos da regulamentação do Contran. Parágrafo único. Do profissional de serviço comunitário de rua serão exigidos ainda os seguintes documentos. I – Carteira de identidade. II – Título de eleitor. III – Cédula de identificação do contribuinte – CIC. IV – Atestado de residência. V – Certidões negativas das varas criminais. VI – Identificação da motocicleta utilizada em serviço. Art. 3o São atividades específicas dos profissionais de que trata o art. 1o. I – Transporte de mercadorias de volume compatível com a capacidade do veículo. II – Transporte de passageiros.
Equipamento Obrigatório para Motofretista.
A vida dos profissionais que atuam no trânsito não é nada fácil. Sendo assim, todo o cuidado é pouco e precisamos estar cientes dos riscos, obedecendo as normas e principalmente comprometidos com a própria segurança. As lesões ocasionadas por acidentes motociclístico são, na maioria das vezes, muito graves. Motociclista, não esqueça o capacete. Utilize sempre roupas adequadas e não transite pelos corredores de veículos. Mantenha distância de segurança dos demais veículos e fique atento ao estado mecânico do seu equipamento.
Equipamentos de Segurança para Condutores e Passageiros.
Falamos sobre itens de segurança veicular, como airbag, pneus, freios e outros intens. Porém, não podemos nos esquecer de um dos itens mais importantes no veículo utilizado para a proteção do condutor e passageiro, o cinto de segurança. O primeiro cinto de segurança surgiu nos Estados Unidos em 1895. Porém, foi somente em 1958 que a fabricante de veículos Chevrolet passou a utilizar o cinto de segurança, do tipo abdominal, em seus automóveis. Já o cinto de três pontos foi desenvolvido pela Volvo, em 1959. O dispositivo é obrigatório no Brasil desde a década de 80. Mas, infelizmente, muitas pessoas ainda deixam de lado a utilização de um equipamento tão importante. A função do cinto de segurança é manter os passageiros dentro do veículo em caso de colisão ou capotamento, evitando o arremesso das pessoas para fora do compartimento, minimizando as lesões, e diminuindo o número de óbitos. Vamos conhecer os modelos e sua eficácia? Cinto dois pontos: também conhecido como subabdominal, o acessório protege a cintura e impede que o corpo se mova para frente em freadas bruscas ou durante uma colisão. Cinto três pontos: Esse cinto de segurança automotivo garante mais proteção porque o impacto é distribuído e absorvido por toda a área de contato do corpo humano.
As gestantes não estão dispensadas do uso do cinto de segurança. Ele deve ser posicionado abaixo do ventre e passar verticalmente pelo tórax. Deixar de utilizar o cinto de segurança é infração grave, além de aumentar o risco de lesões graves!
A resolução 518/14 do CONTRAN estabeleceu novas regras para fabricantes de automóveis referentes a adaptação dos cintos de segurança, visando maior segurança dos passageiros e condutores. Acompanhe a imagem abaixo e veja como ficou.
O uso de cinto de segurança pode reduzir o risco de óbitos: em até 50% para os passageiros do banco da frente, e 75% para os passageiros dos bancos de trás. (OMS, 2013)
Também é fundamental ficar atento ao uso dos dispositivos para transporte de crianças. A resolução 277/08 do CONTRAN estabeleceu regras para o transporte dos pequenos, com a obrigatoriedade da utilização do bebê conforto, cadeirinha e acento de elevação para crianças menores de 7 anos. Esses dispositivos ajudam a salvar vidas e proporcionam maior segurança para as crianças. Vamos conhecer quais são e de que forma devemos utilizar? Resolução 277/08. Objetivo: estabelecer condições mínimas de segurança de forma a reduzir o risco ao usuário em casos de colisão ou de desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do corpo da criança.
Bebê Conforto ou Conversível.: As crianças com até um ano de idade deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “Bebê conforto ou conversível” .
Cadeirinha.: As crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “cadeirinha” .
Assento de Elevação.: As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão utilizar o dispositivo de retenção denominado “assento de elevação”.
Cinto de Segurança.: As crianças com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual a dez anos deverão utilizar o cinto de segurança do veículo .
“O não uso de cadeirinhas para crianças também representa um fator de risco relevante para acidentes. O sistema de proteção reduz a probabilidade de uma ocorrência fatal em cerca de 70% entre lactentes (bebês de 0 a 12 meses) e de 54% a 80% entre crianças de até 7 anos”. (ONSV,2014)
Como podemos ver, o uso do dispositivo é essencial para que todos se sintam seguros no trânsito. Lembrando que a segurança dos pequenos é responsabilidade de todos! Assista ao vídeo que separamos para você e veja como proceder nesses casos. Vídeo de resumo da unidade.
Para avançar para a próxima unidade você precisa sempre:
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Referencias bibliograficas: BRASIL. Ministério da Saúde – Acidentes – Disponível em Acesso em: 15 setembro 2018. Ministério das Cidades – Cartilha DENATRAN modelo 2005 – Disponível em . Acesso em: 15 setembro 2018. Observatório Nacional de Segurança Viária. Retrato da Segurança Viária no Brasil. http://iris.onsv.org.br/iris-beta/downloads/retrato2014.pdf Acesso em 15 setembro 2018. RESOLUÇÃO N.º 277 , DE 28 DE MAIO DE 2008 CONTRAN. http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_277.pdf Acesso em 15 setembro 2018. RESOLUÇÃO Nº 518 DE 29 DE JANEIRO DE 2015 CONTRAN. https://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/Resolucao5182014.pdf Acesso em: 15 setembro 2018. Seguradora LÍDER Administradora do Seguro -DPVAT JULHO DE 2018 – Disponível em . Acesso em: 15 setembro 2018. Seguradora Líder DPVAT – Leis – Disponível em Acesso em: 18 setembro 2018.